Douradas pétalas
* Por
Lêda Selma
Altiva, a haste,
nem as dores vergaram.
Na face, silêncios,
outrora, balbúrdia;
nos olhos, saudades,
outrora, folia.
Na voz, fios de seda;
nos passos, sono de brisa;
no riso maduro,
lembranças traquinas.
Na devoção a Maria,
a fé timoneira.
Dos sonhos, sementes;
das lutas, vitórias;
da vida, floradas
de amor e de
dores.
E em teu rosto inda fulge
um sol encantado
de douradas pétalas.
* Poetisa e cronista, licenciada em Letras Vernáculas, imortal da Academia Goiana de Letras, baiana de Urandi, autora de “Das sendas travessia”, “Erro Médico”, “A dor da gente”, “Pois é filho”, “Fuligens do sonho”, “Migrações das Horas”, “Nem te conto”, “À deriva” e “Hum sei não!”, entre outros.
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