As batalhas desta guerra
* Por
Dom Pedro Casaldáliga
Há quem declarou a guerra
E nunca entrou na batalha.
Há quem entrou na batalha
E não se deu
conta que era uma guerra.
A trincheira, meu irmão,
É tão larga como o mundo:
Vai do pátio da tua casa
Até o trono do império;
Arranca em teu coração
E vá ao coração de todos.
O clarim do galo canta
A noite fecha suas lojas
(fecha os sonhos, irmão;
abre os olhos e o livro).
Esta guerra não se acaba;
As batalhas desta guerra
Recomeçam a cada dia.
(Poema de 1994).
*
Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia.
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