Recife & Olinda*
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Por José Calvino e Clóvis Campêlo
Do Recife
vi os altos coqueiros,
soberbo estendal;
De Olinda,
escutei os guerreiros,
Marim dos Caetés;
Das pontes
vi o rio caudaloso,
correndo incessante;
Das praias
vi o peixe amarelo,
a cauda de Iemanjá;
Dos coqueiros,
vi o sol nascendo,
prometendo um novo
dia;
Das gaivotas,
vi o vôo livre,
rasante,
cortando o ar.
Dos carnavais,
vivi fantasias e
bebi alegrias;
Dos bares
curti o som festivo
e revi companheiros;
Das jangadas,
vi a luta dos homens
em busca da vida;
Das cirandas,
vi o rosto do povo,
dançando e
cantando a alegria;
Dos amores,
vivi as ilusões
de grandes paixões.
Do poema,
vesti-me de versos;
Da lua,
mergulhei no espaço;
Do sol,
alimentei a
minh'alma;
Dos arrecifes, avistei
e
amei a cidade;
Dos morros,
deslumbrei horizontes
e decifrei a
planície.
* Obs.: Poema feito em
conjunto na praia de Pau Amarelo - domingo, 23.12.2007. Extraído do livro
Fiteiro Cultural, pp. 141-3 (Comentários: pp. 143/147- ISBN 978-85-406-0077-5
- nos diversos blog's: Literário,
Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda, "musicasemfronteira",
25-dez-2007, Recanto das Letras...)/
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José Calvino de Andrade Lima, escritor, teatrólogo e poeta pernambucano e
Clóvis Campelo, jornalista e poeta pernambucano.
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