Colcha de retalhos
* Por
Evelyne Furtado
Nunca fui moça prendada,
dada aos trabalhos de lar.
Confesso não ter talento,
para cozer ou arrumar.
Bordar, nem pensar.
Bem cedo descobri,
não ser esse o meu lugar.
Agora, me veio uma cisma,
em seguir a minha bisa,
e numa colcha de retalhos trabalhar.
Assim, vou costurando,
uma palavra na outra,
tecendo pedaços de vida,
unindo com certo lirismo,
simples versos coloridos.
*
Poetisa e cronista de Natal/RN
Ficaram belos e duráveis a colcha e os versos.
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