De sonho e poesia
* Por
Evelyne Furtado
Luta, ansiedade, agonia.
Pesam, os cílios, toneladas
Cerra os olhos: liberta a poesia
Em veste de suave alegria
Dança no firmamento desnudo
Tão nua quanto o céu, a poesia.
E o desejo latente varia.
De uma esquina a outra
Vagueia a celeste poesia.
Em desordenada alforria
Fugindo do algoz carcereiro
Vence sempre a poesia.
Para provar tal iguaria
Um leito de estrelas é suficiente.
Vive a poesia.
Ao despertar recomendaria
Lembrar passo a passo
A dança da poesia.
Para o desejo ser revelado
À luz de sol ou candeeiro
De quem fez a poesia.
*
Poetisa e cronista de Natal/RN
O sono dá liberdade a poesia, mas ela aparece despida ou de roupas? Liberta e entre estrelas, tal detalhe já não conta.
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