O substituto
* Por
Ana Deliberador
Florindo, o barbeiro,
era só, no trabalho. Não tinha ajudante. O que era um problema pois sempre
havia um freguês doente que precisava ser atendido em casa e o salão tinha de
permanecer aberto. Se fechasse, por meia hora que fosse, perderia clientes.
Assim, tinha um amigo
aposentado, seu Felipe Carboni que fazia a ele o favor de sentar-se à porta do
estabelecimento enquanto atendia em domicílio.
Mas seu Felipe
adoeceu, faleceu, e o problema voltou. Se bem que por pouco tempo porque outro
amigo, o Rosquinha, passou a ficar ali na porta, cuidando. O que custava?
E assim se passaram
mais alguns anos. E…Rosquinha adoeceu e faleceu.
Desarvorado, Florindo
pediu então a outro amigo, o Bressan, que fizesse as vezes de ajudante.
– Deus me livre! – foi
a resposta imediata. Eles morreram…e agora….eu????
* Professora, pintora e escritora
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