Borghi
Mamo
* Por
Adelino Fontoura
Ao
doce timbre harmonioso e brando
Da tua voz, ó alma enamorada,
Sinto minha alma em sonhos embalada
E como que eu também fico sonhando!
Da tua voz, ó alma enamorada,
Sinto minha alma em sonhos embalada
E como que eu também fico sonhando!
Como
agitava o vento, perpassando,
A harpa eólia no salgueiro alada,
Tal me agita essa voz apaixonada
Quando, ó ave de amor, surges cantando.
A harpa eólia no salgueiro alada,
Tal me agita essa voz apaixonada
Quando, ó ave de amor, surges cantando.
Ouvir-te
é como ver nascer a aurora:
Tudo inunda de luz, tudo ilumina
A tua voz angélica e sonora.
Tudo inunda de luz, tudo ilumina
A tua voz angélica e sonora.
Solta,
pois, a volata peregrina!
Ama, geme, soluça, canta e chora,
Celeste Aída, Malibran divina!
Ama, geme, soluça, canta e chora,
Celeste Aída, Malibran divina!
* Ator, jornalista e poeta, membro da Academia Brasileira de Letras.
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