Oferenda
* Por
Yeda Prates Bernis
Se
eu pudesse fazer um poema
meigo como a brisa das manhãs,
doce como pássaro submisso,
lírico como a flor que desabrocha,
se eu pudesse fazer um poema
onde as palavras perdessem seu sentido
e se transformassem em etéreas formas
em música suave
ou em volátil perfume
que inebriasse,
levar-te-ia, amor,
em oferenda,
este mágico poema
meigo como a brisa das manhãs,
doce como pássaro submisso,
lírico como a flor que desabrocha,
se eu pudesse fazer um poema
onde as palavras perdessem seu sentido
e se transformassem em etéreas formas
em música suave
ou em volátil perfume
que inebriasse,
levar-te-ia, amor,
em oferenda,
este mágico poema
Livro
"Entre o rosa e o azul". Rio de Janeiro: Editora O
Cruzeiro, 1967.
*
Poetisa, membro da Academia Mineira de Letras.
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