Imagem manipulada do filme A noite dos mortos vivos de 1968
Terror
* Por
Eduardo Oliveira Freire
No
inverno as ruas escurecem rapidamente e ficam mais vazias. Helena
anda apressada, quer entrar logo na sua casa.
Ao chegar, tranca-se e, sentindo-se segura, dá uma arrumação rápida nas coisas, toma banho e vai assistir um pouco de tevê.
Toda casa está escura, só a luz da televisão ligada. Helena deseja se distrair um pouco, sente medo de tudo.
Quando começa a madrugada, inicia um filme de zumbi. Helena assiste para matar saudade dos tempos que assistia estas histórias com os primos. Era muita gritaria e zoação.
No
filme, a heroína está escondida nos arbustos, observa um morto
vivo que lhe parece familiar. Neste momento, Helena sente uma
presença na janela. É seu primo que não via há muito tempo e
viciado em crack.
Ele está com os olhos vidrados no filme e, por segundos, Helena percebe que seu primo e o zumbi trocam olhares que transbordam uma voracidade imensurável.
Helena desliga a tevê rapidamente,
corre para o sofá e se esconde nas cobertas. Reza para amanhecer
logo ou cair no sono.
Percebe que o primo se foi, está completamente sozinha no breu da madrugada. Pensa na infância e de como seu bairro foi tranquilo um dia.
De
repente, ouve o galo cantar e a movimentação na rua. Helena relaxa
e cochila um pouco, ainda tem três horas de descanso até o
despertador tocar.
*
Formado em Ciências Sociais, especialização em Jornalismo cultural
e aspirante a escritor - http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/
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