Era
do gelo
* Por
Alberto Cohen
Gelo
que se derrama pela alma da canção,
jeito de ter mil pressas, preces de não dizer não
ao tempo que não tem tempo, ao tempo que corre em vão.
Estão jogadas nos quintais,
abandonadas nos jardins,
as flores que ainda esperam
plantador.
Gelo que não declama, clama a alma da canção,
pressas de não ver o jeito dos versos, quase oração,
rabiscados nas cavernas de tempos que já se vão.
Então, jogados nos quintais,
abandonados nos jardins,
olhos que não viram flores
plantam a dor.
jeito de ter mil pressas, preces de não dizer não
ao tempo que não tem tempo, ao tempo que corre em vão.
Estão jogadas nos quintais,
abandonadas nos jardins,
as flores que ainda esperam
plantador.
Gelo que não declama, clama a alma da canção,
pressas de não ver o jeito dos versos, quase oração,
rabiscados nas cavernas de tempos que já se vão.
Então, jogados nos quintais,
abandonados nos jardins,
olhos que não viram flores
plantam a dor.
* Poeta paraense
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