Inevitável
* Por Flora Figueiredo
O termômetro se
desajusta
e desafia
o corpo que se
assusta.
A cidade se retesa,
a máquina emperra,
a neblina desce.
Com um beijo de veludo,
apesar de tudo
o amor acontece
·
Poetisa, cronista,
compositora e tradutora, autora de “O trem que traz a noite”, “Chão de vento”,
“Calçada de verão”, “Limão Rosa”, “Amor a céu aberto” e “Florescência”; rima,
ritmo e bom-humor são características da sua poesia. Deixa evidente sua
intimidade com o mundo, abraçando o cotidiano com vitalidade e graça - às vezes
romântica, às vezes irreverente e turbulenta. Sempre dentro de uma linguagem
concisa e simples, plena de sutileza verbal, seus poemas são como um mergulho
profundo nas águas da vida.
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