Certa manhã
* Por
Eduardo Oliveira Freire
A piscina está azul do
céu e não tem sequer uma folha flutuando nela. Não há vento e tudo parece uma
cena de um sonho. Estou no quarto e o vejo na piscina. Não brinca mais. Só está
à beira da piscina. Vou ao seu encontro.
- Filho, por que não
brinca?
- Pai, estou
entediado. Parece que estou aqui faz muito tempo. Cadê todo mundo? Só vejo
você.
- Vamos passear no
campo, que acha?
- Pode ser, mas não
acontece nada por aqui.
- Filho, está triste?
- Não, só estou cansado.
Parece que faço a mesma coisa por tanto tempo.
- A vida é assim
mesmo. Quer sorvete?
- Já sei, de creme,
como sempre.
- Posso comprar outro.
Quer ir comigo?
- Não, ficarei aqui,
por enquanto.
***
O homem acordou e foi
ao quarto vazio. Ainda não estava pronto para deixá-lo ir. Manteria o fantasma do filho em seu sonho.
*
Formado em Ciências Sociais, especialização em Jornalismo cultural e aspirante
a escritor - http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/
Nenhum comentário:
Postar um comentário