Do
amor pleno
* Por Tarcisio Sigrist
só a dor
criará
em mim
uma
única
felicidade
mais
do que uma
convicção
de
desamor
obstruído
pelo
tempo
coletivo
feito cúmplice instantâneo de uma
fraternidade
nova
virá
o
tempo
em
que nos
veremos
anulados
por
uma
fadiga
inexorável
e
então
aquela
paz
interior
incalculavelmente
a
tristeza
de
um mundo
verdadeiro
nos
dirá
o
incompetente
segredo:
eu
amo
tu
amas
amanhã
---
talvez –
se
humanize
o
verbo
criará
em mim
um
tempo
suficiente
pra
amar
reconciliado
eu
perdi
tanto
tempo
sentado
à
direita
de
minha
infância
emancipado
pela memória de meu pai
para
o
teu
esquecimento
esta
solidão
de
coisas próximas
permitidas
hoje
nada
de
emancipações
sobre
emancipados
nada
de opção
sobre
a ternura
dos
descobertos
eu
precisarei
de
um tempo
maior
gasto
na própria redundância de meu tempo
de
qualquer
forma
dói
sentir
que
esquecer
já
é possível.
* Poeta
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