Redenção
* Por
Núbia Araujo Nonato do Amaral
Diante de um corpo
que boia, ouço o ranger
de dentes e urros de um
estômago vazio.
Menos um a implorar,
menos um pra estatística.
Diante do nada gigantesco
à minha frente deploro o
ser abjeto que sou.
Antes que o corpo afunde
rendo-lhe uma única
lágrima.
* Poetisa, contista, cronista e colunista do
Literário
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