Planos,
por enquanto só planos
Uma
pessoa, que se diz minha leitora,
questiona-me, por e-mail, a propósito dos meus planos literários,
sobretudo os de curto prazo. Pergunta-me se tenho algum novo livro
engatilhado para ser lançado e qual a previsão desse lançamento. O
mais correto da minha parte seria responder-lhe da mesma forma como
essa pessoa
me consulta, ou seja, de forma particular e não pública. Deveria
enviar-lhe um e-mail com as respostas solicitadas e ficaria tudo
resolvido. Mas não farei isso. Até porque, muitos outros
leitores me fizeram a mesma pergunta.
Meu
questionador elogia muito
o meu texto por sua informalidade. Gosta dessa espécie de bate-papo
que promovo neste espaço e também em meus livros. Diz que discorda
de muita coisa que escrevo, mas que admira meu estilo, ou seja, minha
maneira despojada de escrever. Garante que me acompanha assiduamente
nos diversos espaços da internet em que tenho o privilégio de
colaborar. Só que, conforme observo, ele sequer é seguidor deste
espaço. A menos que o seja não utilizando seu nome de batismo, mas
algum pseudônimo, como muitos fazem por aqui.
Embora
o Literário, O
Escrevinhador e minha página no Facebook
estejam
revestidos
de certa formalidade, procuro, sempre que posso e que julgo oportuno,
ser informal. Gosto de quebrar normas, porquanto acredito que não se
deva, nunca, engessar a criatividade. Bem, mas chega de lero-lero, de
explicações e de divagações, que não passam de enrolação.
Vamos ao que interessa.
Tenho
quatro livros publicados, embora conte já com 22
escritos, muitos dos quais, inclusive, revisados e prontos para serem
“negociados” com editoras. Dos que já saíram do prelo, “Quadros
de Natal” está rigorosamente esgotado. Como foi um livro bancado
do próprio bolso, pretendo republicá-lo, mas
adaptado para romance. O problema é encontrar editora que se
interesse em publicá-lo.
Potencial de venda ele já demonstrou que tem. Recuperei o
investimento feito nele e, de quebra, apurei certo lucro, nada
desprezível.
Do
livro
“Por uma nova utopia” não posso dizer coisa alguma. Doei, em
cartório, todos os direitos comerciais dessa obra para o Centro de
Defesa da Vida, entidade voltada à prevenção de suicídios.
Compete-lhe, pois, decidir se lança ou não nova edição. E se
lançar, a totalidade do que for arrecadado será dessa organização.
Sobre
“Cronos e Narciso” e “Lance fatal”, lançados,
simultaneamente, em setembro de 2010 pela Editora Barauna, pouco ou
nada posso dizer. Fico na
dúvida se os classifico
de sucessos
ou de fracassos
editoriais.
Continuo trabalhando (embora
cada vez menos) na sua
divulgação, mas
confio na ação de fieis
leitores para que as vendas me
surpreendam, embora não seja provável que isso aconteça.
Se
vierem a decolar... quero lançar, mas
não sei quando, uma nova
dupla de livros, e outra vez um de contos e outro de crônicas,
intitulados, respectivamente: “Passarela de sonhos” (com
histórias que têm como pano de fundo o carnaval) e “País da
luz”. A tendência (dependendo, claro, da performance de “Lance
fatal” e “Cronos e Narciso”) é a de negociá-los, de novo, com
a Barauna. Mas… Sei
lá!!!.
Contudo
não pretendo parar por
aí. Planejo lançar, em 2018,
atualizado,
um livro que nasceu no
Literário, no qual abordo
todas as copas do mundo de futebol que tive o privilégio de
acompanhar nestas minhas sete décadas e
meia de vida. O motivo de
programar esse lançamento para tal ocasião é óbvio. É a
realização da copa do mundo da
Rússia.
Talvez
não seja boa estratégia, mas pretendo continuar lançando meus
livros futuros sempre em duplas. Ora um de contos e outro de
crônicas, ora um romance e um de ensaios
e assim por diante. Tenho esperanças de poder colocar no mercado, em
prazo não muito longo, todos os 22
livros que já escrevi, embora
essa possibilidade seja remotíssima.
Por que? Porque dependo
de boas vendas de “Cronos e Narciso” e “Lance fatal”. Daí
minha insistência (reitero,
cada vez menor) nessas
duas obras que, até admito, não são as melhores que já produzi.
A
grande dificuldade (talvez insuperável) para concretizar esses
projetos é minha impossibilidade de visitar pessoalmente as editoras
para encaminhar-lhes diretamente, sem intermediários, os respectivos
originais. Em virtude da minha relativamente avançada idade, tenho
sérias dificuldades de locomoção, que se acentuam não mais de ano
para ano, mas de mês para mês. O envio dos originais pelos correios
já se mostrou inócuo. Não funcionou com nenhum dos meus quatro
livros publicados.
Tenho
a esperança (que meus amigos dizem ser totalmente fantasiosa) de
“impressionar” alguma editora e receber convite da supostamente
interessada para publicar alguma, ou algumas de minhas obras. Afinal,
tanto no Literário, quanto no Facebook, há um punhado de editoras
que são minhas seguidoras. É provável que isso aconteça? Não!
Aliás, é improbabilíssima! Mas é impossível? Claro que não!
Nunca se sabe, não é mesmo?
Bem,
creio que respondi aos
curiosos leitores
quais são meus planos, pelo menos em relação ao mercado editorial.
Minhas atividades literárias, todavia, não se restringem à redação
e publicação de livros. Pretendo continuar produzindo, produzindo
e produzindo e publicando,
publicando e publicando
diariamente, crônicas e mais crônicas nos vários sites com os
quais colaboro (que, se não me falha a memória, já são dez).
Esse
tipo de compromisso, embora não me renda dividendos financeiros (na
verdade, nesse aspecto, até me dá prejuízo), tem o condão de
impedir que eu venha a me acomodar. Força-me a produzir, produzir e
produzir, cada vez mais e
melhor. Pois
da quantidade sempre darei um jeito de extrair a desejável e
bem-vinda qualidade.
Meu
blog, “O Escrevinhador”, já entrou no décimo
segundo ano, sem que eu
deixasse de postar textos inéditos um único dia nele. E ali,
só publico o que escrevo. É onde faço minhas experiências e testo
o gosto e as preferências do meu público. E o “Literário” está
muito próximo de completar também
doze anos (o que irá
ocorrer em 27 de março), o que é uma façanha, convenhamos, para
espaços voltados para a literatura. Está aí, portanto, a resposta
que me foi solicitada, sem tergiversação e sem ficar em cima do
muro.
Boa
leitura!
O
Editor.
Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk
Eu o sinto a cada dia mais próximo do seu leitor, sem pose nem arrogância.
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