Versos
a um amigo
* Por Pedro J. Bondaczuk
Amigo,
nada mudou.
O
mundo ainda é o mesmo,
imerso
em incoerência,
faz
(e desfaz) da ciência
arma
afiada e mortal
de
coletiva demência.
Vê,
amigo, sente o drama.
O
ouro, a grana, the money,
só
fazem proselitismo,
tornam
o talão de cheques
num
moderno catecismo
desta
tão absurda crença
chamada
capitalismo.
Vê
e reflete comigo.
O
que fizeram do amor
(que
é antípoda do vício)?!
Dissimula
aberrações,
mascara-se
em meretrício!
Vê,
meu amigo, que chato,
o
que fizeram do mundo,
do
seu grandioso ideal,
do
seu desejo real
de
atingir a perfeição:
mero
caminho sem rota,
discurso,
elucubração,
alvo
de riso e chacota.
Por
isso, quando eu escrevo
versos
soltos (comovidos)
carregados
de emoção
deixa
que eu ainda o chame
de
parceiro, amigo, irmão!
(Poema
composto em Campinas, em 11 de junho de 1974).
*
Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de
Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do
Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções,
foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no
Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios
políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance
Fatal” (contos), “Cronos & Narciso” (crônicas),
“Antologia” – maio de 1991 a maio de 1996. Publicações da
Academia Campinense de Letras nº 49 (edição comemorativa do 40º
aniversário), página 74 e “Antologia” – maio de 1996 a maio
de 2001. Publicações da Academia Campinense de Letras nº 53,
página 54. Blog “O Escrevinhador” –
http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk
Como é bom poder escrever isso a um amigo.
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