Destas mãos desertas
* Por Carmo Vasconcelos
Destas mãos desertas
transpiram cansaços
de noites despertas
por rotas incertas
vazias de abraços
@@@
Destas mãos sozinhas
as linhas cruzadas
gemem ladainhas
quais cantarinhas
de asas quebradas
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São linhas e linhas
na pele gravadas
veredas velhinhas
ruas estreitinhas
cruzes acartadas
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Tua mão aguarela
nas minhas pintou
mais uma ruela
mais uma viela
que o tempo fechou
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E quando moinhas
saudosas me acodem
dessa mão nas minhas
minhas mãos sozinhas
logo para ti fogem
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Carpindo lamentos
paixões deslaçadas
desse e doutros tempos…
Sepultam momentos
nas linhas traçadas
* Maria do Carmo F. Vasconcelos de Figueiredo é poetisa portuguesa
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