Ainda o amor
* Por
Evelyne Furtado
Entre uma
risada e outra
Ouvia-se o longo suspiro
Como a lembrar à mulher
Que a luta não acabara
Que a mágoa não sarara
Que o ar ainda lhe faltava
Entre uma canção e outra
A cantora desafinava
Esquecia-se da letra
Perdia-se na dália
Como a lembrar à mulher
Que o sonho não se materializara
Ainda lhe feria a lembrança
Do amor que não fora fácil
Mas que nunca o negara.
Entre prender-se ao passado
E avançar ao futuro
Ri e chora a mulher desafinada.
Ouvia-se o longo suspiro
Como a lembrar à mulher
Que a luta não acabara
Que a mágoa não sarara
Que o ar ainda lhe faltava
Entre uma canção e outra
A cantora desafinava
Esquecia-se da letra
Perdia-se na dália
Como a lembrar à mulher
Que o sonho não se materializara
Ainda lhe feria a lembrança
Do amor que não fora fácil
Mas que nunca o negara.
Entre prender-se ao passado
E avançar ao futuro
Ri e chora a mulher desafinada.
* Poetisa e cronista de
Natal/RN
Dois sentidos não assam milho. Ou cantar ou se lamentar. Mensagem bem dada, Evelyne. Como somos frágeis e dominadas pelo amor desfeito! Queremos, mas não passamos a página.
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