Réveillon
no Rio
* Por
Talis Andrade
Na
noite festiva
a praia iluminada
esbarro em uma multidão
vestida de branco
Não há como negar a beleza
são milhões de velas acesas
nas areias de Copacabana
a praia iluminada
esbarro em uma multidão
vestida de branco
Não há como negar a beleza
são milhões de velas acesas
nas areias de Copacabana
Chuva
de ouro e prata
cai sobre nossas cabeças
Os fogos de artifício
jorram em cascatas
do alto
de suntuosos edifícios
Os fogos de vista
desenham nos ares
flores e estrelas
Os fogos de artifício
jorram em cascatas
do alto
de suntuosos edifícios
Os fogos de vista
desenham nos ares
flores e estrelas
Nas
areias de Copacabana
o povo presenteia Iemanjá
com vinho e manjares
que as ondas levam
para o largo-mar
o povo presenteia Iemanjá
com vinho e manjares
que as ondas levam
para o largo-mar
Na
noite de fim de ano
o solitário desejo
as ondas cobertas de flores
consigam adormecer
meu corpo indefeso
o solitário desejo
as ondas cobertas de flores
consigam adormecer
meu corpo indefeso
Na
iluminada noite
o povo canta e dança
para Iemanjá
O povo dança e reza
Iemanjá devolva
em dobro as oferendas
que as ondas levam
que as ondas levam
para o largo-mar
o povo canta e dança
para Iemanjá
O povo dança e reza
Iemanjá devolva
em dobro as oferendas
que as ondas levam
que as ondas levam
para o largo-mar
*
Jornalista,
poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel em
História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como
a sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do
Comércio” (Recife), “Jornal da Semana” (Recife) e “A
República” (Natal). Tem 11 livros publicados, entre os quais o
recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).
Todo ano é a mesma coisa, mas é preciso refazer o ritual.
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