Pílulas literárias 250
* Por
Eduardo Oliveira Freire
CAMINHANTE
Olhou para poça e viu
a lua refletida. Lembrou-se de um haicai:
“na poça da rua
o vira-lata lambe
a lua”* .
Quis beijá-la, mas
veio a repulsa.
Pisou na poça,
desfazendo a imagem da lua. Não queria aceitar, mas mesmo sentindo nojo, invejava
o vira-lata.
*Millôr Fernandes
REVERSO
Quanto mais infeliz se
sentia, postava fotos sorridente nas redes sociais. Quando se suicidou, todos
ficaram sem entender. Parecia ser tão feliz!
MADRUGADA DE SEGUNDA CHEGANDO...
Finalzinho de domingo
se esvaindo. O tempo é foda, sempre mostra que o mundo gira. O sono tenta se
manifestar, mas a luz do celular o inibiu. Outro dia, ouvi uma médica dizer que
para estimular o hormônio do sono, a melatonina, é necessário ter o quarto bem
escuro. Ai que mora o problema: tantas informações e estímulos que se deseja
ficar conectado vinte quatro horas. Como as pessoas de antigamente conseguiam
viver sem Internet? Como eu suportava há vinte anos! Chega! Preciso dormir!
Amanhã é dia de labuta. Desconectando a força! Que Morfeu me ajude a dormir e a
ter sonhos bem agradáveis.
***
*
Formado em Ciências Sociais, especialização em Jornalismo cultural e aspirante
a escritor - http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/
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