sexta-feira, 17 de maio de 2013


Homossexuais

* Por José Calvino de Andrade Lima


Na décima primeira Parada da Diversidade do Recife, deste ano (2012), não houve violência e discriminação vivida por lésbicas, gays, bissexuais travestis e transexuais. A mobilização tomou proporções gigantescas e acompanharam a marcha cerca de 400 mil pessoas (segundo dados da Polícia Militar de Pernambuco). O evento já se tornou uma festa fixa no calendário da capital pernambucana. É a diversidade cantando, brincando sem preconceito debaixo do sol de verão recifense, reivindicando os seus direitos e contra a homofobia. A Parada é uma iniciativa do Fórum LGBT de Pernambuco, com patrocínio da Prefeitura Cidade do Recife, da Empetur e do Governo do Estado e desfilou este ano com o tema: “Democracia em Todos os Cantos e Vamos Cantar um Pernambuco sem Homofobia”, com o objetivo de motivar o engajamento de pessoas em movimentos sociais na defesa dos direitos sexuais.

Em 1999, quando houve uma passeata de homossexuais (masculinos e femininos), pela primeira vez aqui no Recife, desfilaram travestidos pela Avenida Boa Viagem e promoveram várias manifestações. Uma delas, como bandeira de luta universal, foi a discriminação, sob o slogan: “Orgulho Gay”... Por causa do respaldo da reivindicação, os presos homossexuais conseguiram encontro conjugal. Acontece que muitos estão esquecendo de que a verdadeira e sincera fraternidade humana não consiste no egoísmo, na vaidade e no orgulho. Convém lembrar o mestre Gilberto Freyre quando, no monumental livro “Casa Grande & Senzala, dignifica o xangô (catimbó-umbanda), seita, até então, em tempos idos, escorraçada a golpes de cassetetes pela ação da força policial.

(Trecho publicado na Folha de Pernambuco/1999).
  
* Escritor, poeta e teatrólogo. Blog Fiteiro Cultural – http://josecalvino.blogspot.com/


2 comentários:

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  2. Aqui em Montes Claros a 1ª Parada do Orgulho Gay também teve esse nome, e tem uns dez anos. Foi um evento tímido, num fim de tarde no centro da cidade. No final até que juntou gente, mas no começo o pessoal que não queria nem ser suspeito de ser homossexual atravessava a rua e ia para bem longe. Hoje, além dos próprios, dos ativistas e simpatizantes há toda uma população que chega sem medo e olha tudo com curiosidade. Todo ano tem e não causa espanto algum. Ainda bem. Vê-se que tudo mudou, e eles conseguiram o que queriam. Hoje o casamento gay é uma realidade.
    PS: Tive de deletar devido a erros de digitação.

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