Vida sem Deus
* Por Roberto Corrêa
Logo ao acordar, numa dessas primeiras semanas de maio (2013),
pensamentos negativos passaram pela minha cabeça, a ponto de reflexionar se
Deus não existisse, como seria a vida. Imaginando, nesse sentido, achei super
absurdo você, homem ou mulher, estar vivendo desde os primeiros vagidos e
passando pelas demais fases da vida, deixar de viver, chegar ao momento extremo
da morte.
Passou pelo mundo, acrisolou-se na família, se expandiu na plena
maturidade e agora, talvez após longo viver, sempre na busca pelos bons
momentos, vai engolfar-se no nada! Imediatamente senti a necessidade de
apegar-me a minha fé, a religião que me ensinaram desde os primórdios da
infância: fomos criados por um Ente Superior, Deus, que traçou nossos rumos
para uma outra vida , mas eterna, e que precisa ser conquistada com nossos
esforços seguindo normas e diretrizes que instituiu.
Porque fez assim e não assado, porque isso, porque aquilo não nos
compete indagar e sim acatar, porque somos formiguinhas, apenas criaturas. Tudo
nos leva a crer que aquelas três virtudes, chamadas teologais e que nos foram
infundidas pelo batismo cristão (conditio sine qua non para ingresso na vida
eterna salvífica) constituem o fundamento do Cristianismo. A fé realmente é um
pilar estrondoso: temos de acreditar em tudo que Jesus nos ensinou e transmitiu
pelos apóstolos e discípulos.
O melhor mesmo é intensificar a nossa fé, pois se não tivermos a crença
cristã, o que pode nos aguardar após a morte (hipótese) é o nada, o
absolutamente vazio que não nos permitirá pensar mais em coisa alguma . Tudo
será apenas o mundo com seus seres viventes lutando para sobreviver
“inventando” o que a capacidade humana permite fazer. Criando suas histórias,
ciências, filosofias et caterva, que consideram úteis para suas vidas terrenas
e ainda batalham arduamente na vã expectativa de que possam vir a eternizar a
vida algum dia.
São Pedro, indagado pelo Mestre se O desejava seguir deu aquela
maravilhosa resposta que só nos resta imitar: se não O seguirmos (Jesus), a
quem seguiremos? Definida a escolha só nos resta pormos em prática os
ensinamentos recebidos, e aí, meus caros, sem dúvida, ao final, a premiação
constará da escala de santidade a ser conhecida no final dos tempos.
Diz João num dos seus textos que “não se turbe o vosso coração, não vos
inquieteis, pois na casa do Senhor há muitas moradas” (João, 14). Desde que, ao
final, tenhamos um cantinho em uma das moradas do Senhor não precisamos nos
preocupar mais.
* Roberto Corrêa é sócio do Instituto dos Advogados de São Paulo, da
Academia Campineira de Letras e Artes, do Instituto Histórico, Geográfico e
Genealógico, de Campinas, e de clubes cívicos e culturais, também de Campinas.
Formou-se pela Faculdade Paulista de Direito da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo. Fez pós-graduação em Direito Civil pela USP e se
aposentou como Procurador do Estado. É autor de alguns livros, entre eles
"Caminhos da Paz", "Direito Poético", "Vencendo
Obstáculos", "Subjugar a Violência”, Breve Catálogo de Cultura e
Curiosidades, O Homem Só.
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