Dos porões da memória
Por Herculano
Alencar
“Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em
que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito”. Machado
de Assis”
Ainda
trago viva em minha mente
uma triste lembrança de menino:
o corpo insepulto de um canino
a dois passos de mim, na minha frente.
uma triste lembrança de menino:
o corpo insepulto de um canino
a dois passos de mim, na minha frente.
Eu
relembro a expressão do assassino,
que era tanto menino, quanto eu era:
o sorriso sardônico dessa fera s,
que moram nas vielas do destino.
que era tanto menino, quanto eu era:
o sorriso sardônico dessa fera s,
que moram nas vielas do destino.
Um pedaço
de pau na mão certeira...
um cãozinho, em tom de brincadeira,
abanando o rabinho... e, de repente...
um cãozinho, em tom de brincadeira,
abanando o rabinho... e, de repente...
um
barulho... um latido (quase nada)...
um sorriso... a seguir, a gargalhada
que inda hoje ecoa em minha mente.
um sorriso... a seguir, a gargalhada
que inda hoje ecoa em minha mente.
*
Poeta
Nenhum comentário:
Postar um comentário