Amor peregrino
* Por Alberto Cohen
* Por Alberto Cohen
Aonde foi o amor que, inda agorinha,
brincava de esconder em nosso peito,
fingindo ser o tal amor perfeito
das histórias de dona carochinha?
brincava de esconder em nosso peito,
fingindo ser o tal amor perfeito
das histórias de dona carochinha?
Como se fosse um mago-menestrel,
vindo nem sei de quais encantamentos,
rimava corações e sentimentos
em filigranas de tinta e papel.
vindo nem sei de quais encantamentos,
rimava corações e sentimentos
em filigranas de tinta e papel.
Porém cansou de nós e, de repente,
a buscar novos sonhos noutra gente,
partiu no seu mister de peregrino.
a buscar novos sonhos noutra gente,
partiu no seu mister de peregrino.
E sem amor o mundo é muito estranho
e a solidão é quase do tamanho
do que podia ser nosso destino.
e a solidão é quase do tamanho
do que podia ser nosso destino.
* Poeta e escritor paraense
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