Eu
vejo estrelas no chão
* Por
Samuel C. Da Costa
Um
brilho raro
Efêmero
Sintético
Abstrato
Em
meio à escuridão
Da
luz do dia
E
mais nada
Para
além disso
Eu
vejo estrelas no chão
Cadentes
Decadentes
Em
paraísos artificiais
Breves
êxtase
E
mais nada
Para
além disso
Eu
vejo estrelas no chão
Depois
do brilho raro
Vem
à depressão
Vem
à dor
E
o desespero
De
estar vivo
Eu
vejo estrelas no chão
São
brilhos cósmicos
Em
olhos injetados
Perdidos
Estáticos
Em
paraísos artificiais
Eu
vejo estrelas no chão
Mentes
difusas
Atormentadas
Corpos
celestes decadentes
Sem
passado
E
sem futuro
*
Poeta de Itajaí/SC.
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