As
cores da dor, a impossibilidade do amor
* Por
Fernando Mariz Masagão
Guardam
consigo todas as cores da dor
aqueles
que por ventura
um
dia amaram.
Trazem-nas
matizadas numa segunda sombra,
numa
segunda infância -
terrível
e irremediável.
Cobiça-se
o infinito.
Quer-se
abraçar o infinito,
tomá-lo
para si
apenas
para presentear o abismo.
Ornar
a solidão com o sorriso alheio
e
desvelar o segredo da alquimia do sangue.
Embebedar
de carne a alma,
e
banhar-se em música
no
silêncio pleno.
Mas
o amor é sempre órfão
e
morre sozinho
como
tudo.
*Fernando Mariz Masagão é músico, dramaturgo, poeta e colaborador de
publicações online sobre arte, com crônicas e críticas musicais. Guitarrista e
vocalista de bandas de rock'n'roll, tem formação clássica
vigorosa, em cursos de regência sinfônica, apreciação musical e
instrumentação.
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