Foto: Jaime Batista da Silva
Morro do Aipim e o Frohsinn: quem está com o
fósforo?
* Por
Sally Satler
Todos os blumenauenses
sabem que este incêndio no Frohsinn não foi acidente. Câmeras de segurança
foram furtadas, antes das duas outras tentativas de incêndio. Não houve acaso,
mas um planejamento cuidadoso. Ironicamente, froshinn significa alegria em
alemão, e assim sinto que sistematicamente tem se destruído a alegria desta
cidade, que está se tornando um local bem difícil para se viver.
Afinal, quem são essas
pessoas que continuamente passam por cima da vontade da maioria da população?
Quando vamos dar um basta nos desmandos deste grupelho?
Há um projeto para o
local – agora apenas mirante do Froshinn – que beneficia toda a população, pois
pretende mantê-lo público, com livre acesso para todos; projeto este que a
Administração do município ignora sumariamente, ‘cegos’ e sedentos em
concretizar a venda daquele terreno. Tanto é, que quando artistas tentaram
levar vida àquele local, foram expulsos, com violência, cassetetes e spray de
pimenta.
Estamos mesmo sem
passaporte. Sem rumo e roteiro. A cidade, em nome da especulação imobiliária se
desintegra, e o poder público, conivente, permite matar a cidade, sua história
e qualquer chance de garantir qualidade de vida para seus cidadãos, tudo em
nome do lucro de alguns poucos.
A melhor resposta para
o título deste breve texto, veio da historiadora Carla Fernanda da Silva: “Têm
muitos, mas muitos blumenauenses com o fósforo aceso nas mãos. Administração
municipal, os conselheiros que votaram a favor da venda, apoiadores e os
indiferentes”.
E você? Também está com
o fósforo aceso nas mãos?
*
Escritora e historiadora
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