A guerra dos sexos
* Por
Ruth Barros
Anabel sempre soube que homens
e mulheres não se entendem desde que o mundo é mundo – Adão e
Eva já começaram discutindo por causa de uma maçã, discussão que
Eva ganhou, mas não levou, o que agora aliás não vem ao caso. O
que quero contar para meus amados e escassos leitores é uma cena que
presenciei há alguns dias, em um sábado, em uma mesa de um café
que fica em uma livraria.
Estava em ilustre companhia,
tanto feminina quanto masculina, quando as moças, nem tão moças
assim, começaram a implicar com a eterna mania dos homens em ficar
olhando a bunda das mulheres e comparando beleza e gostosura.
Implicar é pouco, o hábito masculino de comer com os olhos (com e
sem trocadilho, por favor), começou a dar nos nervos de uma das
presentes, que se saiu com o seguinte discurso:
- Homem só gosta de beleza,
mesmo. Eu não faço nem questão de homem bonito, pra mim basta que
seja viril, super-ativo, me dê completa satisfação sexual e tenha
boa conta bancária, além de claro, ser desimpedido.
Os homens presentes caíram na
gargalhada. Um deles retrucou:
- Então, nós é que somos
exigentes? O cara tem que ser macho, rico, desimpedido, enfim, ser
tudo, menos bonito, e a gente se contenta com uma bonitinha, isso é
pedir muito?
Seguiu-se acalorada discussão,
chegou-se à conclusão que as maçãs estavam verdes e que o
entendimento entre os sexos fica cada dia mais difícil.
Anabel Serranegra adorou a
lavada que o Bush levou dos democratas
*
Maria
Ruth de Moraes e Barros, formada em Jornalismo pela UFMG, começou
carreira em Paris, em 1983, como correspondente do Estado de Minas,
enquanto estudava Literatura Francesa. De volta ao Brasil trabalhou
em São Paulo na Folha, no Estado, TV Globo, TV Bandeirantes e Jornal
da Tarde. Foi assessora de imprensa do Teatro Municipal e autora da
coluna Diário da Perua, publicada pelo Estado de Minas e pela
revista Flash, com o pseudônimo de Anabel Serranegra.
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