Tentando entender a debandada
O “Literário” é um espaço da internet, criado pelo jornalista
e escritor José Paulo Lanyi, cujo objetivo principal é a veiculação e o
consequente debate livre, e sem nenhuma espécie de censura, de idéias. Daí o
slogan adotado há já algum tempo (“copiado”, destaco, do blogueiro Jair Alves,
para dar o devido crédito): “Um blog que pensa”. Esse é, sempre foi e continuará
sendo nosso objetivo principal (posto que não o único). Ou seja, o de induzir
os que nos honram com sua freqüência diária a raciocinar sobre tudo e sobre
todos e a expressar, ou por textos encaminhados a este editor, ou utilizando o
espaço de comentários existente no rodapé de cada coluna, sua opinião a
propósito, concordando ou discordando, mas sempre em alto nível, como todo
debate sadio que se preze requer. Fracassamos, todavia, pelo menos até aqui,
nesse aspecto.
Explico. A tão desejável interação não vem ocorrendo e
raramente ocorreu. Apenas a doutora Mara Narciso, que nos honra com seu saber e
que ilustra nosso espaço, semanalmente, com seus preciosos textos, na condição
de colunista fixa, tem exercido esse saudável hábito de opinar. E o faz
diariamente, ora concordando, ora discordando do teor do que é publicado, mas
sempre em altíssimo nível, sem atacar e nem agredir ninguém que pense diferente
dela nos vários assuntos trazidos à baila, limitando-se a marcar sua firme
posição. Os demais... Por algum motivo, que nunca ninguém revelou, jamais
exerceram essa prerrogativa, anulando, assim, um dos objetivos do “Literário”.
Todavia, durante uns dois ou três anos, a frequência diária
ao nosso espaço era, se não espetacular, pelo menos aceitável. Alcançava, em
média, 500 leitores, com picos não raros
de um mil, conforme registro do nosso “contador de acesso”. Nos últimos cinco
anos, tivemos, em cifras atualizadas hoje, 526.015 visitas o que, convenhamos,
não é pouco para um espaço exclusivamente de idéias em um País com tantas
deficiências educacionais. No entanto, em 2012, esses acessos começaram a
declinar. É verdade que se estabilizaram, no número atual, de cerca de duas
centenas diárias. Mas a queda foi brutal. De novo, não houve nenhuma explicação
para tão acentuado declínio. O que incomoda este Editor é a completa falta de
comunicação, em uma época em que a tecnologia fornece tantos recursos para que
ela ocorra.
Tudo bem, absorvemos mais este retrocesso. Mas... nosso
drama estava longe de acabar. O número de nossos seguidores continuava
crescente. Continuava... Contudo, está se esfarelando. Até a semana passada,
ele era de 284. Subitamente, e como sempre, sem nenhuma justificativa ou
explicação, do dia 20 passado para cá, ou seja, em apenas uma semana, 32
pessoas deixaram de nos seguir!!! Por que? Mera coincidência? Talvez! Porém, é
improvável. Alguma coisa (o que, não consigo atinar) está acontecendo para que
ocorra tamanha “sangria”. Estou incomodado, incomodadíssimo com isso. Estou
triste, tristíssimo, sem dúvida. Mas também estou determinado, determinadíssimo
a continuar e, se não reconquistar os que nos abandonaram, ao menos conquistar
novos seguidores.
Cabe, aqui, um retrospecto do histórico sobre este nosso espaço,
ou seja, de como e quando ele foi criado e para o quê, considerações que farei
nos próximos dias, com detalhes. Hoje adianto, todavia, que nosso blog nasceu,
em 27 de março de 2006, de uma idéia do jornalista José Paulo Lanyi, originalmente
para ser um espaço destinado exclusivamente a textos do chamado “jornalismo
literário”. A pretensão original é que fosse voltado exclusivamente a
jornalistas e estudantes de jornalismo. Estava abrigado no site do
Comunique-se, como uma de suas seções. Por exigência, no entanto, dos leitores,
passou, inicialmente, a abrir as portas a escritores com livros publicados e àqueles
que, embora inéditos, tivessem obras literárias nas gavetas. Finalmente, foi franqueado
a todas as pessoas que desejassem participar, desde que escrevessem pelo menos
com a desejável correção gramatical e com responsabilidade e bom senso, como é
até hoje.
Em 2009 o Comunique-se procedeu a uma reformulação de
conteúdo e destinou-nos um blog seu, e não mais uma seção fixa no site, como
até então. Consultando os então colunistas, estes decidiram, por maioria, que
criássemos nosso próprio espaço, autônomo. Foi o que fizemos, instalando-nos
aqui no Blogspot. Houve, em princípio, grande debandada de colunistas, que não
concordaram com a mudança, por não contarem mais com a visibilidade
proporcionada pelo Comunique-se. Refizemos nosso quadro e tocamos adiante. Lutamos,
e continuamos lutando, como se vê, com toda a sorte de obstáculos, para não
deixar que a feliz idéia de José Paulo Lanyi venha a “morrer de inanição”. Não
morrerá. Mas estamos atravessando mais uma das tantas crises que já nos
afetaram, possivelmente, a pior delas e que ameaça, até, nossa sobrevivência.
Apelo, pois, aos que entendem a importância de um espaço
livre e democrático, como o nosso, que prestigiem o Literário. Que o divulguem,
arrebanhem novos seguidores e participem ativamente, comentando, criticando ou
elogiando (quando o caso) nosso trabalho. Nos próximos dias, tratarei mais
detalhadamente desse assunto, destacando, sobretudo, o que já fizemos, como,
o que estamos fazendo e o que, com a ajuda de todos vocês, pretendemos ainda fazer.
Estou seguro que o faremos. Por enquanto...
Boa leitura.
O Editor.
Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk
Conheci o Literário quando ele tinha quase um ano e vida e eu estava no segundo período de Jornalismo. A professora de Jornalismo Online nos mostrou o site Comunique-se em fevereiro de 2007 e logo achei o que queria. Acompanhei parte da história e vejo com preocupação o momento atual. Entendo que houve uma pulverização de internautas entre as várias opções. Muitos blogs foram desativados pela falta de leitores. Diante de redução de acessos vamos buscá-los e espero que venham, pois, independente do que aconteça, aprendo coisas preciosas, por isso venho todos os dias.
ResponderExcluirO site poderá estar tendo problemas no contador de seguidores. De ontem à noite para hoje sumiram mais dez pessoas.
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