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Medo de morrer
* Por Flora Figueiredo
Do lado de baixo do espaço
na curva da quebra da vida,
existe um laço.
Engomado, entrelado
e de ponta caída.
Se puxada,
ela conta a estória
do lado da sombra,
essa desconhecida.
Pressinto-lhe a forma,
cheiro-lhe a goma
e me assoma a idéia
de fugir de medo.
Quero o lado da luz,que ainda é cedo.
Não vale o laço romper e desatar
e revelar sequioso seu segredo.
• Poetisa, cronista, compositora e tradutora, autora de “O trem que traz a noite”, “Chão de vento”, “Calçada de verão”, “Limão Rosa”, “Amor a céu aberto” e “Florescência”; rima, ritmo e bom-humor são características da sua poesia. Deixa evidente sua intimidade com o mundo, abraçando o cotidiano com vitalidade e graça - às vezes romântica, às vezes irreverente e turbulenta. Sempre dentro de uma linguagem concisa e simples, plena de sutileza verbal, seus poemas são como um mergulho profundo nas águas da vida.
* Por Flora Figueiredo
Do lado de baixo do espaço
na curva da quebra da vida,
existe um laço.
Engomado, entrelado
e de ponta caída.
Se puxada,
ela conta a estória
do lado da sombra,
essa desconhecida.
Pressinto-lhe a forma,
cheiro-lhe a goma
e me assoma a idéia
de fugir de medo.
Quero o lado da luz,que ainda é cedo.
Não vale o laço romper e desatar
e revelar sequioso seu segredo.
• Poetisa, cronista, compositora e tradutora, autora de “O trem que traz a noite”, “Chão de vento”, “Calçada de verão”, “Limão Rosa”, “Amor a céu aberto” e “Florescência”; rima, ritmo e bom-humor são características da sua poesia. Deixa evidente sua intimidade com o mundo, abraçando o cotidiano com vitalidade e graça - às vezes romântica, às vezes irreverente e turbulenta. Sempre dentro de uma linguagem concisa e simples, plena de sutileza verbal, seus poemas são como um mergulho profundo nas águas da vida.
A morte é temida sim, porém o que temo é a
ResponderExcluirsensação vazia de não ver as esquinas e de não poder imaginar o dia seguinte, mesmo que chovesse.