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Fragmentos
* Por Núbia Araújo Nonato do Amaral
Havia acabado de chegar do Hospital e embora cansada resolvi visitar meu pai. Ele estava revirando as gavetas procurando algo para vestir. Ía tomar outro banho... havia esquecido. Parou entre a porta do banheiro e a área sem saber ao certo onde ir.
Esqueci-me dele um pouco enquanto conversava com minhas irmãs. Estava me familiarizando com o aroma de um perfume quando ele parou na porta do quarto e levou-me até a sala. Quis saber se estava tudo bem e se precisava de alguma coisa. Tranquilizei-o até que ele se desse por satisfeito;
Beijou-me no rosto e voltou para aquele mundo onde as palavras são embaralhadas e o esquecimento é uma constante. Eu ganhei um dia de alegria e me esqueci do cansaço.
* Poetisa, contista, cronista e colunista do Literário
* Por Núbia Araújo Nonato do Amaral
Havia acabado de chegar do Hospital e embora cansada resolvi visitar meu pai. Ele estava revirando as gavetas procurando algo para vestir. Ía tomar outro banho... havia esquecido. Parou entre a porta do banheiro e a área sem saber ao certo onde ir.
Esqueci-me dele um pouco enquanto conversava com minhas irmãs. Estava me familiarizando com o aroma de um perfume quando ele parou na porta do quarto e levou-me até a sala. Quis saber se estava tudo bem e se precisava de alguma coisa. Tranquilizei-o até que ele se desse por satisfeito;
Beijou-me no rosto e voltou para aquele mundo onde as palavras são embaralhadas e o esquecimento é uma constante. Eu ganhei um dia de alegria e me esqueci do cansaço.
* Poetisa, contista, cronista e colunista do Literário
Que linda imagem Pedro, obrigado.
ResponderExcluirOs nosso velhos vão se afastando e quando nos damos conta, já se foram para sempre. Mesmo com um final conturbado, sentimos saudade daqueles momentos de dor. Pode acreditar. Aproveite, Núbia, a presença ausente dele. O seu texto foi um bom motivo para refletirmos sobre a nossa vida e a dos outros, especialmente na velhice.
ResponderExcluirTexto curto exigindo reflexões. Mas retrata um universo protagonizado por um pai "confundindo as palavras..." À vida é jovem e poética.
ResponderExcluirP.S.Cheguei do Caminho. Estou feliz!
Seu texto levou-me até meu pai, de quem fui assistente em seus últimos momentos, aos 75 anos, sofrendo com a doença de Alzheimer... Ele partiu há 4 anos... As saudades ficaram.
ResponderExcluirAbraços!
Mara, Zé e Marleuza obrigado a todos pelo carinho
ResponderExcluire cumplicidade.
É Marleuza, aprendi a viver de momentos, quantos ainda teremos? Prefiro ser surpreendida com mais]fragmentos.
Beijos a todos.