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Olhos elétricos
* Por Ademir Assunção
ponta de pedra aguda
faces rasgadas, bétulas amargas
você me diz psiu, violência
no jeito de piscar as pálpebras
pássaros tristes entre cães aprisionados
enfim vivemos num cenário
onde crianças com olhos elétricos
vasculham os bolsos de lady solidão
musas sádicas me acariciam
com unhas de gilete
lábios em came-viva, mil beijos
de medusa — strippers que após a roupa
arrancam a própria pele
e você vira as costas, arrasta-se
como um mamute pelo corredor
arremessando um "boa noite" que me acerta em cheio na testa
* Jornalista e poeta
* Por Ademir Assunção
ponta de pedra aguda
faces rasgadas, bétulas amargas
você me diz psiu, violência
no jeito de piscar as pálpebras
pássaros tristes entre cães aprisionados
enfim vivemos num cenário
onde crianças com olhos elétricos
vasculham os bolsos de lady solidão
musas sádicas me acariciam
com unhas de gilete
lábios em came-viva, mil beijos
de medusa — strippers que após a roupa
arrancam a própria pele
e você vira as costas, arrasta-se
como um mamute pelo corredor
arremessando um "boa noite" que me acerta em cheio na testa
* Jornalista e poeta
Achei a foto inadequada por apresentar nitidamente alguma doença ocular.
ResponderExcluirPoema intenso, febril, dotado de uma força bruta que atinge a alma e a fere. Impossível ficar indiferente a tal erupção de sentimentos.
ResponderExcluirÉ preciso ser muito poeta para tirar de uma circunstância assim tão trivial, fugaz, poesia madura, sem uma palavra a mais e prenhe de significados. Parabéns!
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