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Quem vê cara...
* Por Aliene Coutinho
Nem tudo tem cura. Isso é sabido. Às vezes a gente se engana, principalmente quando se trata de assuntos do coração. Para Rita, por exemplo, relações passadas e amores mal-resolvidos não faziam parte de suas lembranças. Ela se gabava de saber esquecer, enxugar lágrimas, sacudir a poeira e dar a volta por cima. “Sempre tem alguém melhor. E se não foi é porque não era para ser”, falava e aconselhava as amigas que a invejavam diante de tanta segurança e auto-estima.
Até que em uma noite, ele voltou. Bateu em sua porta, sem falar agarrou-a pela cintura e a beijou. Ela se entregou de imediato e sem resistência. Nunca tivera um homem que a conhecesse e a olhasse como ele. Em um segundo, o passado se fez presente. O tempo que ficaram longe um do outro e os motivos da separação nada significavam. Naquele instante, essas “coisinhas” ela realmente apagara por completo. Ele estava de volta e era só o que ela desejava. Fizeram amor sem pressa, olhos nos olhos. Mataram a saudade e o desejo.
Ela deitou sobre seu peito, e quando ele afagava seus cabelos, e finalmente ia abrir a boca para conversar, e quem sabe declarar o quanto a amava e sentira sua falta, ela despertou e descobriu que havia sido um sonho. Que loucura! Como podia, se ela sentia o cheiro dele na cama, no corpo dela? Inconformada, chegou a procurá-lo no quarto, no banheiro, na sala. Como explicar se além da sensação de ter estado com ele, ela estava, de novo, completamente apaixonada? Rita também era daquelas pessoas que não sonhavam, ou não lembravam dos sonhos, e ter reencontrado o grande amor de sua vida tinha mesmo de ser real.
Pegou o telefone e ligou para o número que ela jurava ter esquecido. A voz dele do outro lado da linha dizendo alô a fez estremecer. “Pedro, é a Rita”. Depois de um breve silêncio, ela ouviu: “Rita? que Rita?”. Ela desligou sem responder. Recompôs-se rapidamente, tomou banho, se maquiou, e saiu. Coração em frangalhos, mas na cara um sorriso bonito de quem não tem problemas, nem sonhos, na vida.
* Jornalista e professora de Telejornalismo
* Por Aliene Coutinho
Nem tudo tem cura. Isso é sabido. Às vezes a gente se engana, principalmente quando se trata de assuntos do coração. Para Rita, por exemplo, relações passadas e amores mal-resolvidos não faziam parte de suas lembranças. Ela se gabava de saber esquecer, enxugar lágrimas, sacudir a poeira e dar a volta por cima. “Sempre tem alguém melhor. E se não foi é porque não era para ser”, falava e aconselhava as amigas que a invejavam diante de tanta segurança e auto-estima.
Até que em uma noite, ele voltou. Bateu em sua porta, sem falar agarrou-a pela cintura e a beijou. Ela se entregou de imediato e sem resistência. Nunca tivera um homem que a conhecesse e a olhasse como ele. Em um segundo, o passado se fez presente. O tempo que ficaram longe um do outro e os motivos da separação nada significavam. Naquele instante, essas “coisinhas” ela realmente apagara por completo. Ele estava de volta e era só o que ela desejava. Fizeram amor sem pressa, olhos nos olhos. Mataram a saudade e o desejo.
Ela deitou sobre seu peito, e quando ele afagava seus cabelos, e finalmente ia abrir a boca para conversar, e quem sabe declarar o quanto a amava e sentira sua falta, ela despertou e descobriu que havia sido um sonho. Que loucura! Como podia, se ela sentia o cheiro dele na cama, no corpo dela? Inconformada, chegou a procurá-lo no quarto, no banheiro, na sala. Como explicar se além da sensação de ter estado com ele, ela estava, de novo, completamente apaixonada? Rita também era daquelas pessoas que não sonhavam, ou não lembravam dos sonhos, e ter reencontrado o grande amor de sua vida tinha mesmo de ser real.
Pegou o telefone e ligou para o número que ela jurava ter esquecido. A voz dele do outro lado da linha dizendo alô a fez estremecer. “Pedro, é a Rita”. Depois de um breve silêncio, ela ouviu: “Rita? que Rita?”. Ela desligou sem responder. Recompôs-se rapidamente, tomou banho, se maquiou, e saiu. Coração em frangalhos, mas na cara um sorriso bonito de quem não tem problemas, nem sonhos, na vida.
* Jornalista e professora de Telejornalismo
Maravilha, Aliene!Todas nós temos nosso dia de Rita. Genial sua crônica.
ResponderExcluirBeijos
Risomar
obrigada! um comentário seu é que é genial!
ResponderExcluirAliene,
ResponderExcluirsonhei com meu ex noite passada. Coincidência. ( risos )
Claro que não liguei pra ele. Não arrisco.
No caso da Ritinha é assim mesmo. Geralmente quem é bom para dar conselho, nunca faz uso do conselho pra si mesmo.
Mulher pensa que nem a música do Djavan, UM DIA FRIO : "Espero com a força do pensamento. Recriar a luz que me trará você...." Linda por sinal !
Aliene, adorei o texto! Já tives onhos tão reais que ao acordar tudo o que gostaria é de poder materializá-los! Parabéns!
ResponderExcluirE saibam meninas que todo João também tem seu dia de Rita. Eu, por exemplo, fui Rita sábado por volta de 14h30. A vida é assim. Na vida real os Joões e as Ritas vivem tendo recaidas. 19 beijos em cada mocinha acima.
ResponderExcluirCelamar...doce brisa de minhas praias o seu comentário!
ResponderExcluirSayonara...que bom que todos os sonhos pudessem ser reais!
Fábio...21 beijos procê que assume seu lado João.