terça-feira, 15 de dezembro de 2009




Soneto do mal

* Por Laís de Castro

A dor da traição, âncora, porto
Pequena rua, morada cinzenta
Que carga desolada: corpo morto
Depósito insalubre, na tormenta.

Horas, dias, semanas, vida, falsa,
Lucros, gargalhos e verões, tão altos,
Sonho, tornado. E ensaio de valsa
Terrível dança em lúgubres assaltos

O canto de um extasiado bardo
Oposição em derradeiro alento
Liberdade aos fracos, carga, fardo

Prêmio final em doce esquecimento
Da humilhação, ferindo como cardo
Sangue extremo e ácido lamento

* Jornalista, há 18 anos no grupo Abril (3 prêmios Abril). Trabalhou, ainda, 8 anos na Editora Três (sob Luís Carta), 11 na Editora Símbolo onde foi diretora da Corpo a Corpo, da Vida Executiva e, agora, é da Dieta Já. É autora do livro “Um velho almirante e outros contos”, pela Editora Siciliano.

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