segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Algo de estranho no ar

* Por Roberto Corrêa
         
A primeira impressão do “clima” neste atual dezembro é que tudo vai transcorrendo na forma do costume, ou seja, tudo vai ocorrendo como nos anos anteriores. Ledo engano, pois, aquelas manifestações de junho (do aumento de dois reais das passagens dos ônibus) que exteriorizaram os anarquistas e criaram os blacks blocs, apenas se ocultaram, por estratégia, e a qualquer momento poderão reaparecer. Possivelmente isso ocorrerá no princípio do ano quando surgirem a parafernália de impostos, taxas, contribuições etc.

Os administradores não captaram as mensagens passadas com tais eventos, que num denominador comum se sintetizariam em diminuição de impostos ou ao menos manutenção dos mesmos no patamar em que se encontram .

 Assim, a nós, passivos cidadãos, sem voz e sem vez, só nos resta aguardar o final com o otimismo de sempre, todavia, tendo a possibilidade de assinalar algumas especulações a respeito. O articulista Vanderlei de Lima (CP de 11/12/13) nos alerta que o projeto de lei (PNE, plano nacional de educação) é “forte pancada nas famílias brasileiras responsáveis pelas novas gerações, pois introduz a revolucionária, sorrateira e perigosa ideologia de gêneros” (unifica masculino e feminino, que passam a ser simplesmente o ser humano).

A religião católica, predominante no país, no molde das clássicas, antigas e verdadeiras interpretações ainda é a única fonte de consolo, pois a atualidade adornada com possíveis modernizações parece repetir erros passados deixando-nos perplexos e indecisos. Essa questão de maior aproximação com os pobres, data vênia, constitui ponto inferior das Escrituras, pois Jesus afirmou que “pobres sempre existirão” e a vida em abundância que nos promete consiste em maior aproximação Dele. Com isso concluímos que aqui na Terra Ele se encontrando na eucaristia que por sua vez é encontrada nas Igrejas, o importante é todos se aproximarem mais das Igrejas e dialogarem com Jesus que nelas  se encontra.

Fazendo o bem ao próximo agradamos a Jesus, pois constitui forma de amor material A Ele, que se encontra presente nos sacrários, mas não se vê. Enfim religião é coisa complexa e o apocalipse deve estar pondo suas manguinhas de fora...


Roberto Corrêa é sócio do Instituto dos Advogados de São Paulo, da Academia Campineira de Letras e Artes, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico, de Campinas, e de clubes cívicos e culturais, também de Campinas. Formou-se pela Faculdade Paulista de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Fez pós-graduação em Direito Civil pela USP e se aposentou como Procurador do Estado. É autor de alguns livros, entre eles "Caminhos da Paz", "Direito Poético", "Vencendo Obstáculos", "Subjugar a Violência”, Breve Catálogo de Cultura e Curiosidades, O Homem Só.


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