quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Líbelo

* Por Eliane Triska

Ah, coragem do meu querer e medo,
Me erguereis à ficção de D'Artagnan!
Se o herói for perder-se em seu enredo
Quantos sóis morreriam às manhãs?

Estais a me sorrir... Ó medos vis
Por onde o espadachim perde a alegria.
Ó grande Excalibur, que ao rei servis,
Também me servireis à fantasia!

Afastai-vos, fidalgos zombeteiros!
Se faltam-me as insígnias da vitória,
Que indultem esse louco mosqueteiro!

Deixai-me com a paz do filho ao seio...
E ao me virem chorar em meio à escória,
Não possam apontar-me. ( Ei-lo! Ei-lo!)


• Poetisa gaúcha residente em Canoas/RS

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