Líbelo
* Por Eliane Triska
Ah, coragem do meu querer e medo,
Me erguereis à ficção de D'Artagnan!
Se o herói for perder-se em seu enredo
Quantos sóis morreriam às manhãs?
Estais a me sorrir... Ó medos vis
Por onde o espadachim perde a alegria.
Ó grande Excalibur, que ao rei servis,
Também me servireis à fantasia!
Afastai-vos, fidalgos zombeteiros!
Se faltam-me as insígnias da vitória,
Que indultem esse louco mosqueteiro!
Deixai-me com a paz do filho ao seio...
E ao me virem chorar em meio à escória,
Não possam apontar-me. ( Ei-lo! Ei-lo!)
• Poetisa gaúcha residente em Canoas/RS
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