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Roda o céu
* Por Alejo Carpentier
Roda o céu – que não concorde
sua tentativa e o grácil tempo –
a procurar a posse da chave
sobre a nuca mais fria
desse alto império dos séculos.
Roda o céu – o alento o coroa
de água mansa em palácios
silenciosos sobre o rio –
a dizer sua imagem clara.
Sua imagem clara
vai o céu presumir –
os mastins desvelados contra o vento –
de um aroma aconselhado.
Roda o céu
sobre esse aroma impregnado
nas janelas
como uma obscura potência
desviada a novas terras.
Roda o céu
sobre a estranha flor
deste céu,
desta flor,
único cárcere,
coroa sem ruído.
• Poeta, romancista, contista e músico cubano
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