TESTAMENTO
* Por Fernando Mariz Masagão
Agora o pouco que me resta do que é ínfimo se esvai
e numa pretensa nave de madeira estacionarei na eternidade.
De abonado e confuso, serei alimento.
E minha pobre essência,
medíocre,
não lega nada.
O sonho etéreo é construído aos poucos
concebido pelas mãos míticas do Manipulador.
Sua vontade em nada condiz com meu desejo.
Desejo último,
forte e pulsante.
Desesperado.
Desejo de pelo menos por alguém,
em algum dia,
ser lembrado.
*Fernando Mariz Masagão é músico,
dramaturgo, poeta e colaborador de publicações online sobre arte, com crônicas
e críticas musicais. Guitarrista e vocalista de bandas de rock'n'roll,
tem formação clássica vigorosa, em cursos de regência sinfônica,
apreciação musical e instrumentação.
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