terça-feira, 17 de janeiro de 2012



Por tudo que foi teu corpo

* Por João Alexandre Sartorelli

Por tudo que foi teu corpo,
Nossas noites, nossos dias.
Horas de prazer e cansaço,
Horas tão velhas, horas vadias.

Sombra do que fui em pedaços,
De perder-me no cerro frio.
Onde eu perdi os meus passos?
Onde separei o certo do fugidio?

Tua ausência brilha agora
Na sombra, na luz que alivia,
Na cachaça que não consola.

Entro na barca sem alegria,
Nela os homens e a fria hora
Da dor da fuga e da elegia.


* Analista de Sistemas por profissão e poeta por vocação

Nenhum comentário:

Postar um comentário