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Como escrever?
Pois é, escritor amigo, agora você já definiu o que escrever para compor seu primeiro livro, que você quer transformar em um best-seller. O primeiro passo de uma longa caminhada já está dado. Você decidiu que o gênero abordado será o romance, que o cenário será urbano (ou seja, a São Paulo contemporânea) e, com isso, também definiu a época em que a história vai se desenrolar: esta primeira década do século XXI.
O enredo está prontinho na sua cabeça, bastando, somente, desenvolvê-lo. Você fincou, portanto, as estacas que vão sustentar esse edifício de palavras. O segundo passo, agora, é resolver uma questão igualmente essencial: como escrever.
A esta altura você deve estar pensando que este Editor está viajando na maionese ou que ficou meio maluco. “Como escrever? Ora, escrevendo!”, deve estar dizendo aos seus botões. Não é bem assim.
Cada escritor tem um método pessoal de redação que para ele funciona a contento e ninguém aqui está querendo impor um determinado, em detrimento do outro, desde que se chegue, com qualidade, ao resultado final. É como os romanos diziam, no tempo em que seu império era absoluto no mundo conhecido de então: “Todos os caminhos levam a Roma”. Esqueciam-se, contudo, de explicar, que alguns levavam com maior segurança e rapidez e outros eram longos e penosos.
Há romancistas que escrevem sem método algum e, ainda assim, produzem obras de qualidade literária incontestável. São raros, acredite. Estes começam a narrativa ou do meio, retrocedendo ao início, e chegando ao final. Ou seguem em linha reta, sem desvios e nem meias-voltas. São os que vão deixando a história acontecer, ao sabor dos capítulos. Quando a concluem, ela é completamente diferente da concepção original. Se dá certo, tudo bem. Siga esse caminho se achar que é o mais adequado.
Há, todavia, os que projetam um romance, como se fossem arquitetos projetando um edifício. Escrevem um resumo geral, para terem uma linha-mestra da qual não se desviam, que preenchem meticulosamente, com descrições, diálogos e reflexões. Há, ainda, os que “picam” esse resumão em mini-resumos, um para cada capítulo.
Evitam, com isso, um problema muito comum: as contradições. E, creia, isso ocorre com uma freqüência assustadora. Por exemplo, nos primeiros capítulos você talvez descreva o personagem principal como sendo baixo, moreno, de olhos negros e gordo. Na seqüência, sem que se aperceba, diz que ele é loiro, alto, de olhos azuis e corpo esbelto.
Claro que na revisão, você conserta (deve consertar) esta e tantas outras falhas do texto original. Mas, às vezes... Não é bom facilitar. Há, ainda, escritores que têm, em um vasto arquivo de seu computador, uma “galeria de personagens”. Ou seja, milhares de tipos que eles observaram nas ruas, na escola, na igreja, no trabalho e em todos os lugares por que passaram e que descreveram meticulosamente e “salvaram”, para uso futuro (inclusive já “batizados”, ou seja, com nome e sobrenome). Outros fazem além disso, um “painel de cenários”.
Não vou entrar no mérito se isso ajuda ou atrapalha no momento da redação do romance. Ademais, amigo escritor, não estou fazendo sequer o mínimo juízo de valor sobre o melhor método para você utilizar. Até porque, desconheço sua personalidade, suas aptidões, seu grau de autodisciplina, sua cultura e a forma como você encara a literatura. Limito-me, aqui, a informá-lo da existência dessas, e de dezenas de outras formas de escrever um romance. A escolha, não tenha dúvidas, tem que ser exclusivamente sua. Opte por seu caminho e boa sorte!
Boa leitura.
O Editor.
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Pois é, escritor amigo, agora você já definiu o que escrever para compor seu primeiro livro, que você quer transformar em um best-seller. O primeiro passo de uma longa caminhada já está dado. Você decidiu que o gênero abordado será o romance, que o cenário será urbano (ou seja, a São Paulo contemporânea) e, com isso, também definiu a época em que a história vai se desenrolar: esta primeira década do século XXI.
O enredo está prontinho na sua cabeça, bastando, somente, desenvolvê-lo. Você fincou, portanto, as estacas que vão sustentar esse edifício de palavras. O segundo passo, agora, é resolver uma questão igualmente essencial: como escrever.
A esta altura você deve estar pensando que este Editor está viajando na maionese ou que ficou meio maluco. “Como escrever? Ora, escrevendo!”, deve estar dizendo aos seus botões. Não é bem assim.
Cada escritor tem um método pessoal de redação que para ele funciona a contento e ninguém aqui está querendo impor um determinado, em detrimento do outro, desde que se chegue, com qualidade, ao resultado final. É como os romanos diziam, no tempo em que seu império era absoluto no mundo conhecido de então: “Todos os caminhos levam a Roma”. Esqueciam-se, contudo, de explicar, que alguns levavam com maior segurança e rapidez e outros eram longos e penosos.
Há romancistas que escrevem sem método algum e, ainda assim, produzem obras de qualidade literária incontestável. São raros, acredite. Estes começam a narrativa ou do meio, retrocedendo ao início, e chegando ao final. Ou seguem em linha reta, sem desvios e nem meias-voltas. São os que vão deixando a história acontecer, ao sabor dos capítulos. Quando a concluem, ela é completamente diferente da concepção original. Se dá certo, tudo bem. Siga esse caminho se achar que é o mais adequado.
Há, todavia, os que projetam um romance, como se fossem arquitetos projetando um edifício. Escrevem um resumo geral, para terem uma linha-mestra da qual não se desviam, que preenchem meticulosamente, com descrições, diálogos e reflexões. Há, ainda, os que “picam” esse resumão em mini-resumos, um para cada capítulo.
Evitam, com isso, um problema muito comum: as contradições. E, creia, isso ocorre com uma freqüência assustadora. Por exemplo, nos primeiros capítulos você talvez descreva o personagem principal como sendo baixo, moreno, de olhos negros e gordo. Na seqüência, sem que se aperceba, diz que ele é loiro, alto, de olhos azuis e corpo esbelto.
Claro que na revisão, você conserta (deve consertar) esta e tantas outras falhas do texto original. Mas, às vezes... Não é bom facilitar. Há, ainda, escritores que têm, em um vasto arquivo de seu computador, uma “galeria de personagens”. Ou seja, milhares de tipos que eles observaram nas ruas, na escola, na igreja, no trabalho e em todos os lugares por que passaram e que descreveram meticulosamente e “salvaram”, para uso futuro (inclusive já “batizados”, ou seja, com nome e sobrenome). Outros fazem além disso, um “painel de cenários”.
Não vou entrar no mérito se isso ajuda ou atrapalha no momento da redação do romance. Ademais, amigo escritor, não estou fazendo sequer o mínimo juízo de valor sobre o melhor método para você utilizar. Até porque, desconheço sua personalidade, suas aptidões, seu grau de autodisciplina, sua cultura e a forma como você encara a literatura. Limito-me, aqui, a informá-lo da existência dessas, e de dezenas de outras formas de escrever um romance. A escolha, não tenha dúvidas, tem que ser exclusivamente sua. Opte por seu caminho e boa sorte!
Boa leitura.
O Editor.
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