Literário:
Um blog que pensa
(Espaço
dedicado ao Jornalismo Literário e à Literatura)
LINHA
DO TEMPO:
Doze
anos,
seis
meses e
dois
dias
de existência.
Leia
nesta edição:
Editorial
– Contraditório e
múltiplo.
Coluna
Em Verso e Prosa – Núbia Araújo
Nonato do Amaral, poema,
“Meu jardim”.
Coluna
Lira de Sete Cordas – Talis Andrade, poema,
“Rosados lábios”.
Coluna
Direto do Arquivo
– Elizabeth Sigoli,
conto,
”Altamira,
de asas e horizontes”.
Coluna
Porta Aberta
– Cláudia Gonçalves,
poema,
“Nu”.
Coluna
Porta Aberta – Leo Lobos, poema, “Buscando luzes na cidade luz”.
@@@
A
CAMINHO DO SUCESSO!!!
Tudo
indica que meu novo livro, “Dimensões infinitas”, a “menina
dos meus olhos” entre minha já vasta obra literária, em breve
estará nas livrarias, ao seu alcance, querido
e fiel leitor. Tão
logo a possibilidade se transforme em certeza e seja confirmada a
publicação, darei
maiores detalhes sobre
a editora, a data de
lançamento e outras informações pertinentes. Por
enquanto reitero
o que já informei sobre esse livro.
“Dimensões
infinitas”
reúne 30 ensaios sobre temas dos mais variados e instigantes. Nele
abordo, em linguagem
acessível a todos, num
estilo coloquial, claro
e simples (sem ser simplório)
assuntos da maior
relevância cultural
tais
como as dimensões do universo (tanto do macro quanto do microcosmo),
o fenômeno da genialidade, a
fragilidade dos atuais aparatos de justiça, o mito da caverna de
Platão, a secular busca pelo lendário Eldorado, o surgimento das
religiões, as tentativas de previsão
do futuro e as indagações dos filósofos de
todos os tempos sobre
nossa origem, finalidade e destino, entre outros temas.
É um livro não
somente para ser lido, mas, sobretudo, para
ser refletido.
Meu desafio se,
ou melhor, quando ele for publicado, é o
de convencer os
leitores (no caso você,
meu caríssimo amigo)
da sua qualidade e importância e transformá-lo num grande sucesso
editorial. Por que
não?!!! Afinal, já
não sou mais,
e
há muito tempo, “marinheiro de primeira viagem. “Dimensões
infinitas”, caso seja mesmo publicado (e estou convencido de
que vai ser) será meu
quinto livro, o segundo de ensaios. Conto com você, querido leitor,
que nunca me abandonou nos meus momentos mais difíceis, como
sempre contei. Estou
esperançoso e confiante de que em breve essa esperança irá se
transformar em euforia. Que os anjos digam amém!!!!
@@@
CITAÇÃO
DO DIA:
Tradução da
representação
Para
mim, compreender uma sociedade é tentar traduzir como os membros
desta sociedade a representam.
***
Modos de
leitura
Toda
sociedade institui certos modos de ler-se a si mesma. Em “Carnavais,
malandros e heróis”, disse – em contraste com outros intérpretes
da nossa sociedade – que o Brasil assustava e fascinava porque
tinha pelo menos três modos de ler-se a si mesmo. Uma leitura pela
casa (pela família – particularista e tradicional), uma outra pela
rua (pelas leis, pela impessoalidade e pelo universalismo) e uma
terceira pelo outro mundo. A isso correspondia um triângulo de
festas – Carnaval, Semana da Pátria e Semana Santa – e também
um triângulo de heróis destes cenários: os malandros, os caxias e
os santos (ou renunciantes). Diferentemente de outros sistemas, o
Brasil instituía como “normal” essa leitura tríplice de si
mesmo enquanto sociedade, evitando uma definição hegemônica, feita
por apenas um desses momentos ou tipos ideais.
***
Reação ao de
fora
É
preciso entender que a sociedade brasileira não é um recipiente
vazio e que seu povo reage a tudo o que vem de fora e de cima.
***
Diferentes
leituras
...Em
torno de 1900, o Brasil foi lido como um país a ser arianizado; em
1960, foi a nação dos espoliados prestes a realizar sua grande
revolução socialista; em 1970, foi a terra do milagre econômico do
Delfim e do Médici; hoje, ele é visto como país da violência, da
falência moral, do separatismo e da ausência de valores éticos.
***
Além das
definições
Nenhuma
sociedade se esgota nas definições dos seus membros. As imagens
variam, o que nos leva a pensar que somos parte de um momento e de
uma geração que nos limita. Isso demonstra que ninguém está com a
verdade, o que é um alento numa sociedade, na qual cada grupo foi
sempre dono de uma verdade absoluta.
***
Culturas e
contradições
...As
culturas orquestram contradições. O credo igualitário americano
reinventou a hierarquia na forma de uma segregação racial odienta e
vergonhosa. O Brasil reinventou uma igualdade carnavalesca, deixando
intacta a hierarquia tradicional que permite a exploração econômica
e, sobretudo, a política das massas.
(Roberto
da Matta, artigo “Compreendendo o Brasil”, Jornal do Brasil, 24
de julho de 1993).
***
Obs.:
Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à
procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar
deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas,
contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é:
pedrojbk@gmail.com.
Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua
participação.
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