Literário:
Um blog que pensa
(Espaço
dedicado ao Jornalismo Literário e à Literatura)
LINHA
DO TEMPO: Doze
anos e um dia
de criação.
Leia
nesta edição:
Editorial
– Inconformismo salutar.
Coluna
De Corpo e Alma – Mara Narciso, crônica, “O lado bom da força”.
Coluna
Verde Vale – Urda Alice Klueger, crônica, “As velhas Páscoas”.
Coluna
Em verso e prosa – Núbia Araújo Nonato do Amaral, poema,
“Desapego”.
Coluna
Direto do Arquivo – Rubem Costa, crônica, “A sombra da mesma
cruz”.
Coluna
Direto do Arquivo – Alberto Cohen, crônica, “Hurricane”.
@@@
DESAFIO
E PROPOSTA
Meu
desafio está atrelado à proposta que tenho a fazer. Explico. Diz-se
que a internet dá visibilidade a escritores e facilita negócios. É
isso o que quero conferir. Tenho um novo livro, dos mais oportunos
para um ano como este, de Copa do Mundo de Futebol. Seu título é:
“Copas ganhas e perdidas”. Trata-se de um retrospecto de mundiais
disputados pelo Brasil (que disputou todos, por sinal), mas não sob
o enfoque do profissional de imprensa que sou, mas de um torcedor. É
um livro simultaneamente autobiográfico e histórico, que relata
como e onde acompanhei cada Copa do Mundo, de 1950 a 2014, da minha
infância até meus atuais 75 anos de idade. Meu
desafio é motivar alguma editora a publicá-lo, sem que eu precise
ir até ela e nem tenha que contar com algum padrinho, apenas pela
internet, e sem que eu tenha que bancar a edição (já que não
tenho recursos para tal). Insistirei nesta tentativa até que consiga
êxito, todos os dias, sem limite de tempo. Basta que a eventual
editora interessada (e espero que alguma se interesse, pois o produto
é de qualidade) entre em contato comigo no inbox do Facebook ou pelo
e-mail pedrojbk@gmail.com. A
proposta e o desafio estão lançados. Acredito que serei bem
sucedido!!!
@@@
CITAÇÃO
DO DIA:
Vivos e mortos
Distinguimos-nos
os vivos dos mortos, assim como se distingue o pó do pó. Os vivos
são pó levantado, os mortos são pó caído: os vivos são pó que
anda, os mortos são pó que jaz. Estão estas praças no verão
cobertas de pó; dá um pé-de-vento, levanta-se o pó no ar, e que
faz? O que fazem os vivos, e muito vivos. Não aquieta o pó, nem
pode estar quedo; anda, corre, voa, entra por esta rua, sai por
aquela; já vai adiante, já torna atrás; tudo enche, tudo cobre,
tudo envolve, tudo perturba, tudo cega, tudo penetra, em tudo e por
tudo se mete, sem aquietar, sem sossegar um momento, enquanto o vento
dura. Acalmou o vento, cai o pó, e onde o vento parou, ali fica, ou
dentro de casa, ou na rua, ou em cima de um telhado, ou no mar, ou no
rio, ou no monte, ou na campanha. Não é assim? Assim é. E que pó,
e que vento é este? O pó somos nós: Quia pulveses; o vento é a
nossa vida: Quia ventus est vita meã. Deu o vento, levantou-se o pó;
parou o vento, caiu. Deu o vento, eis o pó levantado: estes são os
vivos. Parou o vento, eis o pó caído: estes são os mortos. Os
vivos pó, os mortos pó; os vivos pó levantado; os mortos pó
caído; os vivos pó com vento, e por isso vãos; os mortos pó sem
vento, e por isso sem vaidade. Esta é a destinação e não há
outra.
(Padre
Antônio Vieira, “Sermão da Quarta-Feira de Cinzas”).
***
Obs.:
Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à
procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar
deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas,
contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é:
pedrojbk@gmail.com.
Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua
participação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário