Orlando
de Virgínia Woolf
* Por
Eduardo Oliveira Freire
O
que faria se fosse dormir homem e acordasse mulher ou vice-versa?
Teria medo? Aproveitaria para explorar seu novo corpo? Encararia como
uma travessia para o autoconhecimento?
No
romance, Virgínia Woolf narra a história inusitada de Orlando, um
homem que acorda mulher um dia. A partir desta transformação, o(a)
personagem encontra sua individualidade, livrando-se das máscaras
sociais as quais sufocam o verdadeiro eu. Ao decorrer da história,
deixa de ser um mimado nobre e vai se
transformando, através dos séculos, em um indivíduo mais completo.
A
história reflete sobre os arquétipos masculinos e femininos, como,
por exemplo, o homem pertence aos status e à tradição, enquanto a
mulher, à natureza.
Faz
pensar que independente dos gêneros, podemos viver na autenticidade
e não ficarmos nas convenções sociais seculares.
A
narrativa é bem acessível, a narradora desenvolve como se fosse uma
biografia de Orlando. Há passagens irônicas que de alguma forma
questionam certos comportamentos em regras sociais.
*
Formado em Ciências Sociais, especialização em Jornalismo cultural
e aspirante a escritor - http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/
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