Fusão
* Por Pedro J.
Bondaczuk
Brasas
vivas, chamas purificadoras
que
redimem, porém não queimam.
Místicos
luminares. Luz que guia.
Domo
encantado de sonhos e ilusões.
Minha
emoção, de pedra e gelo,
imenso
iceberg em mar de tormenta,
mingua,
funde-se e se liquefaz:
chamas
de vida, de paz e de luz.
Meus
sonhos gélidos, múltiplos, neutros,
neves
insensíveis e eternas do Himalaia,
confusos,
rígidos, mágicos, álgidos,
tornam-se
mitos, apólogos e lendas.
Eu
e você: improváveis paradoxos,
chama
e gelo que se unem e conciliam.
Impossibilidade
física se materializa:
é
o puro e o impuro a se fundir.
Minha
emoção, de pedra e gelo,
é,
na verdade, insolúvel contradição.
Hoje
é magma, incandescente lava,
ilimitado
vulcão em ebulição.
Trago
você sempre em meus olhos,
e
no coração inquieto, a palpitar,
pois
as chamas que emanam do seu olhar
me
equilibram, redimem e justificam:
são
meu eterno, meu místico luminar.
(Poema composto em São
Caetano do Sul, em 30 de junho de 1964)
*
Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de
Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do
Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções,
foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no
Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios
políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance
Fatal” (contos), “Cronos & Narciso” (crônicas),
“Antologia” – maio de 1991 a maio de 1996. Publicações da
Academia Campinense de Letras nº 49 (edição comemorativa do 40º
aniversário), página 74 e “Antologia” – maio de 1996 a maio
de 2001. Publicações da Academia Campinense de Letras nº 53,
página 54. Blog “O Escrevinhador” –
http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk
Lembrou-me o estilo parnasiano de Olavo Bilac.
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