Corpo objeto
* Por
Talis Andrade
Todo corpo
um instrumento
de paixão
Tudo que for
contundente
dedos pênis
Tudo que for
buraco
umbigo narinas
ouvidos boca
ânus vagina
Tudo que fere
presas e unhas
Tudo que possa
sangrar
Tudo que engata
encaixa e mata
Tudo que dar
prazer e dor
(e)ternas armas
do amor
* Jornalista, poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel
em História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como a
sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do Comércio” (Recife),
“Jornal da Semana” (Recife) e “A República” (Natal). Tem 11 livros publicados,
entre os quais o recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).
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