Consciência
* Por
Eduardo Oliveira Freire
Sabia que era bonito e
perfumado, mas sentia um odor forte de que não conseguia se livrar. Ficava
horas no chuveiro e ainda o cheiro persistia.
Refugiava-se na
admiração dos outros, só que durava pouco tempo. A solidão vinha e o odor
tornava-se mais presente.
Ele sabia que algo
estava errado, porém ficava na superfície da racionalidade, uma vez que não
queria ser tachado de louco.
Quando dormia,
devorava todos os calmantes que encontrava. Refugiava-se na não consciência.
Um dia, percebeu-se no
abismo e, pela primeira vez, não sentiu o cheiro peculiar. Deu um salto no
escuro, feliz.
Estava livre!
*
Formado em Ciências Sociais, especialização em Jornalismo cultural e aspirante
a escritor - http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/
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