Sobre o terror
* Por
João Marcos Adede y Castro
Nesses tempos
modernos, de excelentes oportunidades de comunicação rápida e eficiente, sempre
tem um ou vários idiotas que utilizam as facilidades para destilar ódio sem
justificativa, para pregar o terror, o medo e a destruição.
Não me digam que essas
pessoas têm motivos, porque não os reconheço como suficientes para justificar
qualquer ato de terror, promovido pelo Estado ou pelo indivíduo.
Temos muitos
problemas, desde guerras intermináveis, promovidas e mantidas por interesses
econômicos, destruição do Planeta para atender ao desinteresse de muitos,
doenças terríveis sem cura ou de tratamentos tão caros que pouquíssimos têm
acesso.
Porque então devemos
aumentar ainda mais nossos problemas com idiotias, estupidez, falta de amor,
raivas, desejos de vingança? Porque então devemos concentrar forças em odiar,
em matar, em semear o medo?
Estou muito velho para
ser ingênuo, apenas quero ser um agente de paz e não de guerra, de amor e não
de ódio, de construção e não de destruição. Sei que posso fazer pouco ao escrever,
mas não quero morrer conhecido como o irresponsável que, no seu mundinho
minúsculo e pouco influente de escritor, semeou o ódio. Prefiro ser chamado de
inútil a de instrumento da guerra.
Apenas os idiotas
acham que a guerra é como nos filmes, limpa e cirúrgica. A guerra é suja,
dolorida, cansativa, cara e destrói vidas, patrimônios e sonhos. Também sei que
muita gente ganha bilhões de dólares com a guerra e o terror e depois aparece
na televisão chorando porque ela não acaba.
Prefiro acreditar que
a paz é possível e ela nasce todos os dias dentro de nós, na nossa família, no
nosso trabalho, em nossa vida. Não apoie a guerra e o terror, você será a
próxima vítima.
*
Historiador
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