Persisto
* Por
Núbia Araujo Nonato do Amaral
Persisto.
Insisto.
Sigo.
Carrego uma certeza
quase insana.
Carrego uma vontade
desumana.
Carrego um peso que
é só meu.
Carrego um fardo mal
equilibrado.
Dispenso o egocentrismo,
o egoísmo exacerbado,
a alienação de quem se
supõe vítima mas despeja
um discurso inflamado
cheio de ódio e intolerância.
Não temo o juiz.
Não temo o algoz.
Temo a ignorância velada,
disfarçada pelo dedo em riste
de quem repete um discurso
com a cabeça nas nuvens.
* Poetisa, contista, cronista e colunista do
Literário
Também tenho medo das certezas absolutas.
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