Qual a finalidade da
Grande Pirâmide?
As obras materiais, diz
a lógica, são produzidas com alguma finalidade, não importa qual. Ninguém, com mínimo de bom senso, aplica tempo e dinheiro
por nada. Geralmente, quem as realiza tem algum objetivo e a realização tem lá
sua finalidade, seja de que natureza for. Imaginem quando se trata de uma
megaconstrução, como a Grande Pirâmide do Cairo, com seus 146,60 metros de
altura, equivalente a um edifício de 45 andares. Quem a planejou e comandou sua
execução tinha um objetivo em mente. Qual era? O de se constituir, tão somente,
em um monumento? Para servir de túmulo a um governante de extrema vaidade,
julgado e que se julgava deus? Queops teria sido erigida com a finalidade de
ser um templo dedicado ao Sol, considerado divindade? Este é um dos tantos
mistérios que cercam essa pirâmide e que vem desafiando as mentes mais lúcidas
e brilhantes ao longo de milênios.
A teoria mais aceita na
atualidade é a de que a Grande Pirâmide (assim como tantas outras) se destinava,
de fato, a servir de sepultura a um certo faraó chamado Khufu. Não consigo
acreditar, todavia, nessa hipótese, que me parece absurda. A lógica diz que
ninguém, em sã consciência, no pleno gozo de seu juízo, acredita que um
governante, por mais vaidoso e tirânico que pudesse ser, iria comandar um
empreendimento de tamanha monta, empregando mais de cem mil trabalhadores e por
vinte anos consecutivos ou mais para erguer edificação de tamanho porte – que ainda
hoje, em pleno século XXI do terceiro
milênio da Era Cristã situa-se entre os trinta ou quarenta maiores edifícios do
mundo – apenas, e tão somente, para receber seus restos mortais.
Definitivamente não consigo
acreditar que a Grande Pirâmide foi construída para isso. Ou seja, para servir
de sepultura desse ou de qualquer outro faraó. Já que essa estapafúrdia teoria
sobre a finalidade da sólida megaconstrução é a mais aceita, e que não há a
mínima prova a respeito, concluo que se trata só de especulação e nada mais. E
fantasia por fantasia, tenho o direito de ter a minha e de dar asas à
imaginação, especulando outras hipóteses. Entendo que o mais provável é que
essa obra tenha sido construída com fins religiosos pelos sobreviventes atlântidas,
os que escaparam da catástrofe que submergiu no Atlântico seu continente.
Estes, conforme demonstra a raiz dos ritos dos maias e dos aztecas (seus
prováveis descendentes), adoravam a luz, representada, principalmente, pelo
Sol. Daí a pirâmide de Queops originalmente ter sido tão brilhante, com suas
paredes externas, revestidas de um calcário branco especial, fazendo o papel de
um mega-espelho refletor, que a tornava visível em todo o mundo civilizado de
então.
Existem, todavia,
muitas outras teorias, algumas até bastante lógicas, sobre a finalidade da Grande
Pirâmide. Paul Brunton, no livro “Egito secreto”, faz o seguinte e pitoresco
relato: “Quando Napoleão invadiu o Egito, levou consigo os técnicos que,
recebendo o encargo de traçar o mapa do país, tomaram a Grande Pirâmide como o
meridiano do qual marcaram as longitudes. Depois de haver delineado o mapa do
Baixo Egito, ficaram surpresos pela coincidência aparente de passar o meridiano
escolhido exatamente no centro da região do Delta formado pela desembocadura do
Nilo, cortando todo o Baixo Egito em duas partes iguais. Maior ainda foi sua
surpresa quando comprovaram que traçando a partir da Pirâmide duas linhas
diagonais perpendiculares entre si, delimitavam toda a região do Delta. Ficaram
completamente estupefatos quando, depois de um exame acurado, reconheceram que
a posição da Grande Pirâmide podia ser aproveitada como meridiano central não
somente para o Egito, mas para todo o orbe terrestre, porque a Grande Pirâmide
se ergue exatamente no meridiano do mapa-mundi”.
Para alguns, as pirâmides
(principalmente a de Queops) foram construídas com a finalidade de serem
observatórios astronômicos. Não me parece provável, porém, que se despendessem
tantos esforços e recursos para um fim que poderia ser satisfeito por meios
infinitamente mais baratos e simples. Um chefe de engenharia de uma estrada de ferro
australiana tentou provar que o objetivo dessas obras era seu uso em
agrimensura. Sua teoria, obviamente, não prosperou. Há quem diga que Queops,
pelo seu formato piramidal, tinha por finalidade acumular energia cósmica,
principalmente para uso médico. Outros garantem que se trata de gigantesco e
arcaico supercomputador, o mais antigo precursor dos atuais cérebros
eletrônicos.
Até mesmo uma espécie
de mensagem em pedra para gerações futuras (ou seja, nós) já foi vislumbrada na
Grande Pirâmide. A esse propósito, Paul Brunton observou: “Segundo essas
teorias, as medidas internas da Grande Pirâmide teriam um significado todo
especial: afirmam seus defensores que as câmaras, os corredores e as galerias
contêm um texto simbólico e a profecia relativa à nossa época atual clamando
haver as chaves mestras para decifrar essa mensagem. Comprimento, largura e
altura seriam os mudos vaticínios de uma nova e terrível hecatombe. Os autores
da teoria manejam com incrível destreza as figuras e cifras, numa estranha
mescla, e positivam eles os fatos
históricos da raça anglo-saxônica, das tribos perdidas de Israel, diversos
livros da Bíblia e primitivos egípcios, atribuindo-os aos seus cálculos”.
Para os gregos, a
pirâmide de Queops foi construída para servir de farol para a navegação no
Mediterrâneo, já que sua intensa luminosidade seria visível num raio de milhares
de quilômetros. Conforme vários historiadores, a gigantesca estrutura acumulava
tamanha energia a ponto de conservar luminosidade durante a noite e por dias e
dias sem sol, como as modernas baterias solares. Como se vê, teorias existem em
profusão, a maioria com certa dose de lógica, para explicar e justificar essa
maravilha das maravilhas, cujos mistérios seguem desafiando historiadores,
egiptólogos, arqueólogos e pesquisadores das mais diversas áreas do
conhecimento humano.
Boa leitura.
O Editor
Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk.
E ainda serve para divertir leitores que sentem prazer em palmilhar com você Pedro, as suas próprias teorias.
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